Sempre difícil, sempre

Hemingway já dizia: “The first draft of anything is shit”. Ou seja, a primeira versão de qualquer coisa é uma porcaria.

A frase de Hemingway me dá duas lições:

1. Não se importe com o que você escreveu. Reescreva, edite, corte e jogue fora. A segunda versão sempre será melhor.

2. Não pense demais para colocar as primeiras palavras no papel, elas não valem nada, ainda. Só passarão a ter valor depois que você voltar a elas e reescrevê-las.

Tenho que me lembrar sempre disso.

Mas não é fácil.

Somos sempre levados a nos apegar ao que produzimos. E, principalmente em produção de textos, o ato de registrar frases e pensamentos em uma folha de papel é tão difícil, que achamos que aquilo vale ouro, que não deve ser desperdiçado. Antes mesmo de começarmos já achamos que o que vai aparecer escrito naquele papel em branco precisa ser perfeito, assim, de imediato.

Mesmo tendo escrito livros inteiros, sempre que preciso começar um novo trabalho, por menor que seja, acabo caindo nessa armadilha. Então, tenho que lembrar de Hemingway e saber que aquele início não é nada, mas pode virar tudo. Só depende de trabalho duro.

 

 

Fórmula ou Método para escrever

Diagrama da Jornada do Herói

Recentemente eu estava lendo vários textos sobre a Jornada do Herói e a estrutura em três atos. Como essa matéria aqui, de onde eu tirei esse diagrama do post.

Mas, ontem, eu comecei a ler um livro em que o autor defende que a estrutura em 3 atos é uma fórmula e, como toda boa fórmula, produz sempre o mesmo resultado. O autor então defende o uso de um método, que ele criou.

O método é interessante, pois coloca uma atenção não apenas no protagonista, mas também nos cenários, nos objetos, nas simbologias, nas tramas secundárias e também nos personagens coadjuvantes.

Ainda não terminei de ver todo o método, mas me parece interessante. Mesmo que não use da forma que está descrito no livro, com certeza vale como referência para construir histórias melhores.

O principal argumento: conflito.

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Para mim, existem duas coisas bem distintas na hora de escrever um livro. O argumento para o livro e a história propriamente dita.

O argumento é o que acontece. É a ideia.

A história é como você conta o que acontece.

Você pode narrar eventos e cenas em uma ordem que não seja necessariamente na ordem que aconteceu. Você pode usar flashbacks, você pode começar no meio, voltar e depois ir para a frente até o final do livro. Você pode começar pelo final e contar como tudo chegou àquele ponto. Além de várias outras formas.

Contar uma história é entender como colocar os eventos em uma certa ordem, de forma que deixem a coisa toda mais interessante. Esse é o segredo dos bons contadores de história, afinal, dependendo da ordem dos eventos ele pode despertar a curiosidade do leitor ou deixar tudo muito sem graça. Pode fazer o leitor se empolgar ou se entediar.

O argumento é muito importante, pois é ele que geralmente faz as pessoas se interessarem por uma história. Mas a sequência de eventos é o que faz o leitor ir até o final e gostar, ou não, da história.

O argumento geralmente retrata uma luta do personagem. É o que coloca a história em movimento. O conflito, interno ou externo, que faz o protagonista tomar uma atitude.

Os eventos contarão como ele buscou resolver este conflito, transformando–se em uma pessoa diferente no final.

Não podemos esquecer que os eventos são importantes, mas eles precisam estar relacionados com essa busca por transformação do personagem. Não adianta ter vários eventos interessantes, em cenas incríveis, se eles não estiverem relacionados com o conflito do protagonista.

Uma história só vale a pena ser contada se os eventos que acontecem geram dificuldades para os personagens.

A história é a luta para enfrentar essa dificuldades.

A história não é o conjunto de eventos ou cenas. História é o conflito gerado.

Estrutura em 3 atos

3atos

Falando sobre planejar, ou não, a história antes de escrever (post anterior), fiquei pensando sobre a questão de estrutura. Porque no fundo é a estrutura que acaba sendo melhor trabalhada quando se planeja ou quando se reescreve.

Digo isso porque existem contadores de histórias natos. Aquelas pessoas que quando já pensam em uma história, já pensam no conflito do personagem, no dilema, na busca por superação, por uma queda no meio do caminho, na recuperação e na grande transformação no final.

Mas muitos de nós, simples mortais, só conseguimos pensar nisso com certa disciplina e planejamento. E é aí que entra a questão do outline.

Se eu escrevo um livro inteiro sem planejar, quando chego no final, tenho que voltar e ver se a estrutura está realmente interessante. Se tem os pontos principais que farão a história funcionar e as pessoas gostarem da minha história.

Fazendo um outline prévio, eu posso pensar em tudo isso antes de começar a escrever todas as cenas. Inclusive, posso incluir cenas que irão contar melhor determinada parte da história ou completar a estrutura em 3 ATOS da minha história.

A estrutura de 3 ATOS é basicamente representado por um diagrama em forma de W.

1º ATO:

Apresenta os personagens principais e o ambiente em que estão inseridos.

Geralmente o protagonista tem uma falsa crença sobre algo e logo é envolvido em um incidente que irá mudar sua vida e impulsionar a história. Acontece um fato que irá fazer o protagonista chegar no primeiro ponto sem volta.

Nesse ponto, ele é obrigado a tomar a uma atitude para resolver o conflito.

Sendo assim, devemos procurar iniciar uma história nesse fato, que faz tudo ser diferente. Um fato que mudou a vida do protagonista e o deixou com a missão de se transformar e solucionar o problema.

 

2º ATO:

Esse é o ato mais longo e onde a história se desenvolve.

É aqui que o protagonista vai agir. Ele vai aprender coisas novas sobre o seu problema e achar que pode conseguir superá–lo, mas na verdade ele vai descobrir que deixou o problema ainda pior.

É no segundo ato que aquele protagonista de um romance decide fazer as pazes com a sua amada e descobre que ela já encontrou outro ou descobriu um segredo dele ainda pior. Ou é nesse ato que o protagonista de um thriller consegue o dinheiro que precisava para ajudar o seu pai, mas descobre que a dívida ficou ainda maior. Ou ele recupera o emprego perdido, mas descobre que está sendo usado pelo seu chefe para um golpe que vai colocar ele na cadeia.

Deu para entender a lógica, não é? O protagonista tenta fazer a coisa certa e deixa as coisas piores. Até que ele chega no segundo ponto sem volta. Que é quando ele descobre o que realmente precisa ser feito, que é tudo ou nada. Descobre que precisa fazer o sacrifício final.

Na realidade, ele descobre que precisa se transformar para vencer todos os conflitos.

 

3º ATO:

O protagonista, já transformado, toma a atitude que precisava para enfrentar tudo e todos.

No final a transformação é evidente e o clímax é a solução do conflito.

 

Se você reparar, a maioria das histórias, seja em filme ou em livros, segue essa estrutura, com algumas variações de acordo com gênero e narrativa. Algumas vezes mais evidentes e outras mais sutis. Mas, quase sempre, a fórmula é essa. E, se planejar ou reescrever, quase sempre dá certo.

Outline: planejar ou não planejar?


(outline esquemático de J. K. Rowling para o Harry Potter)

Uma das coisas que sempre me bloquearam na hora de escrever era o processo de criação de um história. Eu não conseguia pensar em uma história completa para um livro, com todos os detalhes, personagens e tramas. Então, eu não conseguia começar a escrever. E por isso, também preferia escrever contos.

Quando eu ficava sabendo que certos autores escrevem sem ter nada planejado, eu achava impossível.

Como assim, alguém começa a escrever um livro e nao sabe como a história irá se desenrolar e muito menos como vai acabar?

Lendo sobre o assunto, descobri que existem vários autores que planejam seus livros inteiros. Ou seja, fazem um outline da história e só depois começam a escrever cena a cena, capitulo a capítulo.

E existem aqueles que simplesmente começam com um personagem ou uma situação e vão descobrindo a história conforme vão escrevendo.

É claro que existem também aqueles que usam um meio termo. Aqueles que planejam algumas partes ou começam sabendo apenas aonde querem chegar, mas não os detalhes do trajeto.

Eu sempre consegui escrever contos, porque conseguia ter a história toda na cabeça. Um outline mental. O que eu não conseguia fazer com um livro.

Agora, já escrevi sem outline, descobrindo a historia durante o processo, e também já escrevi um livro onde eu ia planejando conforme ia escrevendo, mas nao sabia qual seria o final, e outro em que eu consegui fazer um outline, mas não completo.

Ainda quero ter a experiência de criar um outline completo, para tirar a prova do que é melhor para mim.

Mas posso dizer que acredito que o tempo que se perde reesecrevendo uma história não planejada é muito maior. Em compensação, com outline se perde mais tempo antes de escrever, mas quando começa já sabe que tera um livro.

O autor Joseph Finder, por exemplo, sempre escreveu com outline, mas no seu último livro, Power Play, ele decidiu experimentar escrever sem e levou 7 meses a mais do que o normal para acabar.

Garth Nix faz um outline que é uma simples dos capítulos que ele tem que escrever. O resto ele guarda na memória.


(outline de capítulos do livro Sabriel, de Garth Nix)

James Patterson gosta de fazer outlines detalhados que chegam a ter mais de 100 páginas.

John Grisham diz que não consegue escrever sem fazer um outline, geralmente de 50 páginas, com um parágrafo ou dois para cada capítulo. E ele gasta mais tempo escrevendo o outline do que o livro em si.

Robert Ludlum também faz outlines de 100 ou 150 páginas.

A escritora J. K. Rowling usou uma tabela para marcar cada ponto importante de cada capítulo de Harry Potter.

Não existe processo melhor ou pior. Cada escritor deve encontrar a forma que prefere trabalhar.

Livro em primeira pessoa: uma questão de ponto de vista

livros

Como comentei no post anterior, não desisti do livro que estou escrevendo e hoje voltei a trabalhar nele. Mas me lembrei que o primeiro motivo que me fez pensar em desistir dele foi a escolha do ponto de vista.

Na primeira versão, eu escrevi a história inteira em primeira pessoa. E a maioria das coisas que eu escrevo e grande parte dos livros que eu leio são em terceira pessoa.

Mas alguns dos meus livros favoritos são em primeira pessoa. Entre eles Psicopata Americano e Monstros Invisíveis. Então eu resolvi fazer uma experiência de também escrever tem primeira pessoa.

O livro que eu estou escrevendo não precisa, obrigatoriamente, ser escrito em primeira pessoa, foi apenas uma questão de escolha. E já quando eu comecei, não tinha tanta certeza que seria a melhor forma de contar a história.

Em literatura, existem diferentes pontos de vista de narração e a escolha faz toda diferença.

 

Os três tipos mais comuns de pontos de vista são:

– Primeira pessoa: um personagem que faz parte da ação está contando a história, geralmente o protagonista. Dessa forma, só sabemos o que o personagem sabe e é dele a percepção que temos de tudo que acontece na história. Esse tipo de ponto de vista é muito usado em livros policiais e de detetives, para acompanharmos a investigação e descobrirmos junto com o personagem o desfecho do caso. Mas também é usado em casos como o Clube da Luta, também do Chuck Palahniuk, onde realmente precisamos ter apenas a visão de um personagem, afinal, se tivéssemos a percepção dos outros personagens, a história não poderia ser contada.

– Terceira pessoa simples: um narrador que não participa da ação conta a história acompanhando um personagem, mas conta apenas o que esse personagem vivencia. É como se tivéssemos uma câmera acompanhando um personagem da história. Não ficamos indo para todos os lugares e não sabemos o que acontece em situações onde esse personagem não está presente. (Esse é o ponto de vista do meu livro Outra Pessoa, onde acompanhamos Olavo e só sabemos o que ele sabe)

– Terceira pessoa múltipla ou onisciente: o narrador não participa da ação e acompanha vários personagens, variando ao longo das cenas. Nesse caso, a “câmera” acompanha qualquer personagem, em qualquer ação e em qualquer cenário que seja necessário para contar a história.

 

Precisamos avaliar o que é o melhor para contar a história.

No meu caso específico, desse livro em particular, apenas descobri que eu não gostei do resultado final. Então, ao invés de abandona-lo, resolvi reescrever em terceira pessoa simples. Ainda assim, enquanto escrevia a terceira versão, fiquei na dúvida se a terceira pessoa múltipla não teria sido uma melhor escolha para contar a história. (Enquanto não terminar, vou sempre ter várias dúvidas)

Mas, agora na quarta versão, finalmente fiz as pazes com o meu livro. Consegui resolver alguns problemas de narrativa, inclui algumas cenas, criei um ou dois personagens novos e, assim, defini que ele será em terceira pessoa simples.

E continuo sem planos de desistir dele.

Nick Cave e o livro escrito em sacos de vômito

Fonte: Pitchfork

Nick Cave está lançando um novo livro, escrito inteirinho em sacos de vômito de companhias aéreas.

É isso mesmo. Nick usava os pequenos saquinhos como caderno enquanto viajava com sua banda The Bad Seeds, na turnê de 2014. O livro tem o sugestivo nome de The Sick Bag Song. Uma edição especial contará com um saco de vômito de verdade, customizado por Nick Cave com anotações, desenhos e letras, dois LPs com Nick Cave lendo o livro, além do próprio livro em duas versões: capa dura e capa simples.

No caso de Nick Cave, a mídia utilizada acabou sendo levada para o livro final, mas cada autor tem o seu jeito preferido de escrever. Enquanto o comum é se pensar em escrever em um computador, muitos ainda preferem meios mais tradicionais para contar suas histórias. Segundo alguns autores, a facilidade que o computador oferece em deletar e voltar em parágrafos anteriores acaba fazendo o lado crítico do seu cérebro entrar sempre em ação, o que é ruim no início do processo criativo. A maioria defende que não se deve ficar voltando para revisar o que se escreve. Pensando dessa forma, a escolha de Nick Cave em usar dacos de vômito foi acertada.

Acho interessante saber como os grandes autores escrevem suas histórias.

Alguns exemplos:

Vladimir Nabokov: ele não tinha toda a tecnologia disponível na época, mas o curioso é que ele escrevia seus livros em cartões (index cards), o que deixava de cortar ou mudar cenas de ordens. Outro fato curioso é que ele preferia escrever de pé.

Truman Capote: fazia o oposto, preferia escrever deitado, fumando um cigarro e tomando café. As duas primeiras versões do seus livros ele escrevia inteiramente a lápis e só passava para a máquina de escrever quando começava a reescrever a terceira versão.

Quentin Tarantino: escreve seus roteiros à caneta. Quando vai começar um novo trabalho, passa na livraria e compra um caderno e algumas canetas novas, como parte do ritual.

George R.R. Martin: o autor de Game of Thrones escreve em um antigo processador de texto, que roda o WordStar 4.0.

Neil Gaiman: assim como Capote, escreve as duas primeiras versões dos seus livros a mão, depois passa para o computador. O curioso é que faz isso para livros, mas quando vai escrever um roteiro, ele prefere já começar no computador.

Trecho de Deuses Americanos, do Neil Gaiman – Fonte: www.neilgaiman.com

Eu escrevo 99% no computador. Faço algumas anotações em qualquer coisa que estiver ao meu alcance: celular, post-it, bloco de notas. Mas escrever mesmo à mão só em alguns momentos bem específicos.

Quando eu estava escrevendo a primeira versão do meu primeiro livro, Outra Pessoa, cheguei a escrever uma parte à mão para fazer uma experiência.

Eu estava viajando e decidi escrever uma parte do livro durante o voo. Como vocês podem ver nas imagens.

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O interessante é que eu percebi que as coisas realmente mudam quando escrevo à mão. A escrita é mais lenta e a falta de possibilidade de deletar e reescrever a última palavra realmente te força a deixar para pensar nos ajustes mais tarde, quando passar para o computador.

Mas o mais interessante é que, de alguma forma, isso faz mudar um pouco o estilo da escrita também. É mais ou menos como no livro A Metade Negra, do Stephen King, onde o pseudônimo de um autor famoso ganha vida. Nessa história, o autor escrevia os seus livros à máquina e os livros do pseudônimo à mão, com estilos completamente diferentes.

Acho que isso aconteceu um pouco comigo. Talvez por isso, ou simplesmente coincidência, o trecho que eu escrevi a mão acabou sendo eliminada do livro quando o reescrevi pela terceira vez.

Independente de ser em computador, em papel ou em saco de vômito, como o Nick Cave, o importante é escrever sempre e contar suas histórias.

O único jeito de começar

Jodi Picoult

Você pode ler sobre como escrever, estudar escrita, falar em escrever, pensar em escrever, mas só tem um jeito de escrever: escrevendo.

Parece uma afirmação idiota, mas não é.

Por muito tempo eu fiz isso. Li, estudei, falei, pensei e planejei escrever. E toda vez que eu tentava escrever, achava que ainda não estava “pronto”, ou que tinha que esperar uma grande ideia aparecer.

Eu começava a escrever e já na segunda linha, voltava para analisar a primeira. Quase sempre chegando à mesma conclusão: “Isso não está bom.”

Tentava reescrever, mas desistia em seguida. Não conseguia encontrar a primeira frase perfeita, então não passava para a segunda e o texto morria.

Hoje, pelo menos, eu sei que a primeira frase não precisa ser perfeita. Nem ela, nem nenhuma outra. Não naquele momento. Aprendi que não devo me preocupar nessa fase da escrita.

A primeira linha que eu escrevo muito provavelmente nem estará na versão final. O primeiro parágrafo será bem diferente quando eu for reescrever o texto pela segunda, terceira ou quarta vez.

O maior bloqueio que um escritor pode ter é achar que as primeiras palavras que ele coloca no papel já têm que fazer sentido e serem algo incrível. O lado crítico entra em ação e insiste em dizer que não está bom.

O fato é que, no começo, não precisa mesmo estar bom. E isso é libertador.

Eu costumo chamar a primeira versão de um texto de “produção de matéria prima”. A analogia é simples. Um escultor não começa a fazer uma escultura sem sua matéria prima. Ele pega um bolo disforme de argila e começa a trabalhar, transformando em algo visualmente interessante. Ele faz e desfaz até chegar ao ponto que dá por finalizada sua obra.

A matéria prima do escritor não é uma página em branco e sim as palavras que ele coloca nela, mesmo que no começo elas não façam muito sentido e não tenham uma ideia totalmente definida. As páginas cheias de palavras são a argila. Podemos trocar palavras aqui, acrescentar algumas ali, remover frases inteiras, apagar adjetivos desnecessários, melhorar toda e qualquer estrutura. Podemos mexer e mexer até julgar que está pronto.

A grande magia de escrever é que nada é definitivo até ser impresso ou publicado. No momento que você entende isso, você se liberta.

Esse post é um bom exemplo disso.

Quando comecei a escrever, fiquei na dúvida se conseguiria (sempre começo com essa dúvida e acho que isso nunca vai mudar). Mesmo assim escrevi, porque sabia que eu voltaria algumas vezes e consertaria o que achasse necessário.

Ainda não acho que esteja perfeito, mas preciso começar esse blog. E um blog só se começa de um jeito: publicando o que se escreveu.