NaNoWriMo – A história da minha história

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Hoje eu acabei de escrever minha história no NaNoWriMo 2015.

Como contei nos posts anteriores, fiz questão de começar com uma ideia que eu sabia muito pouco e me comprometi a escrever todos os dias. E, no final das contas, as duas coisas me ajudaram a aprender muito (como também já falei nos posts anteriores).

Agora que terminei posso contar um pouco de como foi a evolução do processo todo.

Eu comecei com uma premissa bem aberta e sem muitos detalhes. A única coisa que eu tinha era o que eu escrevi na sinopse do livro no meu perfil do Nano e vou resumir aqui:

 

“Um dia, Teresa desapareceu e deixou sua família sem saber o que aconteceu.

Não deixou nenhum bilhete. Nunca ligou, nem escreveu.

A família aprendeu a viver sem Teresa.

Seu pai acreditava que a filha tinha sido sequestrada. Sua mãe achava que ela tinha sido assassinada e a irmã mais velha achava que ela tinha simplesmente fugido de casa, com algum namorado ou homem mais velho, casado.

Quase dois anos depois, eram raros os momentos em que se falava em Teresa.

Até que um dia, o que a família de Teresa menos esperava aconteceu.

Um dia ela voltou.”

 

Eu comecei a escrever com base nesses três personagens principais. Escolhi escrever em terceira pessoa, porque eu não queria apenas um lado da história. Achava que o interessante seria ver como cada um lidou com o fato e como iria agir depois do retorno de Teresa.

Tentei não pensar muito no que aconteceu com Teresa. Fui apenas criando situações para reforçar o sentimento de cada um dos membros da família.

Por causa disso, algumas coisas foram saindo diferente da própria sinopse.

A irmã deixou de ser mais velha e acabou sendo irmã gêmea de Teresa. Achei que isso reforçava ainda mais a questão psicológica da trama. Os pais tinham duas filhas e acabaram ficando apenas com uma por um tempo. Como isso afetava eles? E como afetava a própria irmã que ficou sozinha? Isso tudo me parecia mais interessante.

Como vocês podem ver, eu fico sempre muito aberto a mudanças que a história pode sofrer e não me importo que tenha que alterar praticamente tudo que escrevi antes.

Quando eu já estava com mais de 25 mil palavras escritas, comecei a achar que a história em si estava perdendo força. Desde o início eu não tinha certeza se eu queria descobrir o que aconteceu com Teresa, mas nesse ponto comecei a sentir essa necessidade. O problema é que não tinha ainda escrito muita coisa sobre esse lado da história.

Foi então que, mais uma vez, abri mão de certos detalhes iniciais e criei outros personagens e outras situações que mostravam melhor o que deveria ter acontecido com Teresa.

Quando cheguei a 35 mil palavras, ainda não estava bem certo do plot todo, mas continuei escrevendo e ajustando os detalhes.

Eu escrevia todos os dias, logo nas primeiras horas do dia. A noite, quando ia deitar, voltava a pensar na história e no que iria escrever no dia seguinte, aproveitando para pensar um pouco nos problemas dos personagens e na trama que precisava resolver.

Na noite em que que eu estava com mais ou menos 35 mil palavras, eu consegui resolver todos os pontos principais da história e organizar todas as cenas que precisava para terminar.

No dia seguinte, comecei criando todas as cenas que precisava, anotando uma frase que dizia o ponto chave de cada cena. Então, seria apenas uma questão de tempo para escrever as palavras que faltavam.

Nesse ponto, surgiu uma vontade enorme de apenas fazer um resumo de cada cena e parar, afinal eu já sabia que teria que reescrever a história toda para incluir personagens e cenas que foram criados mais tarde. Mas como eu queria ser um dos vencedores do NaNoWriMo, me forcei a continuar escrevendo do mesmo jeito que vinha fazendo.

Então aprendi (ou relembrei) a lição mais importante do NaNo: só dá para saber se a história vai funcionar quando ela está escrita.

Mesmo tendo a cenas finais todas definidas na minha cabeça, quando fui escrever ainda tive que mudar alguns detalhes da história que não faziam sentido e percebi que tinha cenas que não precisavam e outras que estavam faltando.

E terminei o NaNo relembrando da regra máxima da escrita.

Só tem um jeito de escrever um livro: escrevendo.

 

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